Engenharia especializada em prevenção e combate a incêndio

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A entrevista com Carlos Cotta, oficial de Segurança Pública, formado pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, São Paulo, em 1988, no Curso de Formação de Oficiais. Após estágio de 12 meses, prestou novo concurso para o Curso de Formação de Bombeiros Oficiais. Em 2009 completou o curso de Engenharia Civil e de Engenharia de Segurança do Trabalho. É membro da NFPA (National Fire Protection Association) desde 2010 e, atualmente, é o coordenador da Divisão Técnica de Engenharia de Incêndio do Instituto de Engenharia, bem como coordena os trabalhos de elaboração da Norma da ABNT de “Controle de fumaça em edificações”. Já na reserva, hoje como tenente coronel da Polícia Militar, fundou a empresa Carlos Cotta Engenharia, onde atua como consultor, projetista, e instalador de sistemas de proteção contra incêndio.

Como foi a transição de bombeiro militar para engenheiro especializado em prevenção e combate a incêndio?
Não foi tão difícil, uma vez que nunca deixei de atuar na área, mesmo estando na gestão de policiamento. Nunca dependi de incentivos internos da Corporação para estudar, inclusive por conta de que a literatura mais avançada é a internacional, ou seja, eu não dependia de qualquer órgão dentro do território nacional para a busca constante de informações. Tudo está na rede, tudo pode ser acessado via internet. Os maiores avanços e pesquisas podem ser obtidos em um click. Dessa forma, a passagem da vida pública para a vida privada não foi difícil, uma vez que sempre me preparei e nunca deixei de estudar sobre segurança contra incêndio e sistemas de proteção contra incêndio. Mas, entendendo o problema que é a falta de especialização e, preocupado em apresentar alguma contribuição para a sociedade, a Carlos Cotta Engenharia iniciou um programa de educação continuada, com apoio e parceria do Instituto de Engenharia (que completa 100 anos em 2016). O foco é a capacitação profissional. Todo esse trabalho é para, daqui a alguns anos, podermos pleitear a tão sonhada profissão de Engenheiro de Incêndio, único profissional que deve ser o responsável pelos projetos, instalações e comissionamento de sistemas de proteção contra incêndio. Não pode ser mais aceitável profissionais que nunca aprenderam a respeito de segurança e proteção contra incêndio serem responsáveis por projetos e obras.

A atual legislação atende as necessidades de prevenção de incêndio?
Nada se pode afirmar de legislação em qualquer parte do mundo, bem como nada se pode afirmar a respeito do trabalho de qualquer órgão público se não houver a apresentação e comprovação de resultados, que só podem ser mensurados com base estatística. Lembro-me quando estava no policiamento e fui questionado pelos meus métodos adotados de gestão. Solicitei um tempo para treinar e capacitar meus subordinados, bem como tempo para conscientização de meus novos métodos. Alguns poucos meses depois, as estatísticas provaram por meio de números que eu estava no caminho certo. A partir de então, algumas unidades operacionais passaram a tentar entender o método e a aplicá-lo. Houve descrença no primeiro momento, o que é compreensível. No entanto, quando existe uma estatística por trás e os números revelam resultados superiores aos alcançados por outros métodos, fica difícil não aceitar que o caminho adotado é o correto. Da mesma forma, não é possível comentar a respeito de acertos ou erros enquanto não houver transparência na divulgação dos números estatísticos de incêndios, para se poder comparar com o histórico de eventos.

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